Campanha do Advento 2017

MOVIDOS PELA ESTRELA

QUE BRILHA NO AMOR!

«Crescerá assim, no Porto, “uma Igreja bela, verdadeira casa de família, sensível, fraterna, acolhedora e sempre a caminho, mãe comovida com as dores e alegrias dos seus filhos e filhas, cada vez menos em casa, cada vez mais fora de casa, a quem deve fazer chegar e saber envolver na mais simples e comovente notícia do amor de Deus”. Como disse, de modo extraordinariamente belo e sucinto o Papa Francisco, em Fátima: “o rosto jovem e belo da Igreja, que brilha quando é missionária, acolhedora, livre, fiel, pobre de meios e rica no amor”».

    Dom António Francisco,

Homilia na Missa da Peregrinação Diocesana a Fátima,

Consulta da campanha completa:

 

História

HERÁLDICA DE SANFINS (FEIRA)

(Suposta a Lei nº 53/91, de 7 de Agosto)

1. BRASÃO DE ARMAS
O brasão de armas compõe-se dos seguintes elementos: escudo, coroa mural e listel.

1.1. ESCUDO. SUA COMPOSIÇÃO.
O escudo é liso e com fundo de cor verde. Tem as seguintes peças:
1.1.1. Fixas:
A silhueta do Castelo da Feira, em ponta, a cor cinza (ou negra).
1.1.2. Móveis:
São Fins1 , ao coração, com túnica azul, manto vermelho e elementos da sua cor;
Sol, a ouro, em chefe e seu centro;
Rio, a prata, subjacente a São Fins, com três confluentes, dispersos pelo campo do escudo, descaindo do chefe para a ponta.

1.2. ESCUDO. SUA LEITURA.
1.2.1. O campo liso de cor verde, significa a cor dominante do território de Sanfins: o verde escuro das matas, na parte alta, a nosdeste, e o verde esmeralda dos campos cultivados, nas planícies do centro e ocidente.
Porém, as duas tonalidades naturais do verde serão representadas no campo do escudo por um único esmalte – o verde -, de acordo com a simbologia heráldica.
1.2.2. São Fins, está representado conforme a imagem que se venera na igreja de Sanfins, tendo por elementos iconográficos o azul da túnica; o vermelho de mártir na capa e ainda com a sua espada e o seu livro.
Significa a raiz do próprio topónimo de Sanfins e do seu padroeiro de sempre. É a principal peça do escudo.
1.2.3. O sol radiante, a ouro, (com raios alternados direitos e ondeados), significa o aglomerado populacional e humano da freguesia de Sanfins, ou seja, todos e cada um dos sanfinenses.
1.2.4. O Castelo da Feira, a negro, significa uma referência geográfica, exterior a Sanfins, enquanto símbolo do antigo burgo da Feira e actual cidade de Santa Maria da Feira, sede do concelho.
1.2.5. O rio, a prata, com três afluentes, significa o rio Caster, que nasce em três fontes de Sanfins, discorre para a Feira e determina e especifica Sanfins como de «SOBRE A FEIRA», sua designação original, comprovada historicamente e confirmada geograficamente.

1.3. COROA MURAL
A coroa mural do brasão de armas de Sanfins é de prata com três torres aparentes, por ser uma freguesia com sede em povoações simples.

1.4. LISTEL
O listel, a branco, colocado sob o escudo, com os dizeres: “SANFINS”. (Cfr. Artº 14, da lei citada)

2. BANDEIRA.
A bandeira (bandeira-estandarte) tem a forma de um quadrado de um metro de lado. É um tecido de seda, bordado, debruado por um cordão de cor verde, sendo as extremidades rematadas por borlas a verde, as quais servem para dar laçadas na haste.
A haste e a lança são de metal dourado.
O estandarte enfia na haste por uma bainha denticulada; e na vareta horizontal, que o mantém desfraldado, por uma bainha contínua.
A bandeira (estandarte) é esquartelada, tendo no primeiro e terceiro quartel a cor verde; e no segundo e quarto quartel a cor amarela.
As cores da bandeira são o verde e o amarelo (ouro), advindas do verde do campo do escudo e do ouro do sol.

3. SELO.
O selo será circular, tendo ao centro a representação das peças do escudo de armas, sem indicação dos esmaltes, e em volta, entre dois filetes, a denominação: “FREGUESIA DE SANFINS”.

1 – O padroeiro de Sanfins, no escudo, sempre será referido como São Fins, em vez de São Félix; a forma popular, em vez da forma erudita.

Sanfins, 6 de Julho de 1992

Esquema das diversas peças heráldicas a integrar no campo do brasão, indicado pelo Pe. José Alves de Pinho, ele foi materializado pelo designer Joaquim Carneiro do modo que acima se apresenta. O campo do brasão seguindo de perto as informações do estudo na disposição dos símbolos e as cores da bandeira (sangue e honra) alternando na bandeira quadripartida, para nós «leigos na matéria», eram belos e significativos.
Só que este desenho, por mais belo que fosse, não foi aprovado porque o escudo não é uma paisagem pintada, mas um código de sinais – peças heráldicas com o seu próprio formato, linguagem e significado.
Daí que, interpretando o estudo feito, a comissão nacional de heráldica representou-o do modo como o temos. Não deixa de ser um feliz e equilibrado conjunto, com o qual nos regozijamos!

A forma oficial do brasão de Sanfins, retirado de um modelo em tecido, debruado para se fixar.

História CSPS

No início da década de sessenta, depois de restituída à paróquia a velha residência dos párocos e com a resolução do problema escolar, construída a nova escola primária, ficou livre o edifício degradado da antiga residência paroquial, adjacente ao terreiro, onde existira a anterior igreja. – Que fazer?

A velha Casa da Quinta (dos Passais), do séc. XVIII, herdeira do assento dos antigos patronos da igreja fora restaurada. A antiga residência, onde funcionava uma «mestra» de crianças, contígua ao velho solar, de pouco prestava para a paróquia, agora que surgira uma nova corrente de opinião para que todas as paróquias tivessem um Centro Paroquial.

O pároco de então, que conhecia as muitas provas de benfeitoria feitas pelo casal Dr. Correia de Sá e D. Maria da Conceição Teles, entrou em negociações com eles e chegou a este acordo imensamente benéfico para a paróquia: a residência foi avaliada por dois louvados (28 contos). Compraram e pagaram. O seu valor entrou na conta da Fábrica da Igreja. Mas, além disso, cederam, gratuitamente, o terreno junto à igreja, para se construir o sonhado Centro Paroquial. E, finalmente, na fidelidade à sua condição de benfeitores ofereceram cem mil escudos – uma fortuna para a época. Insignes benfeitores!

Em 1963, o arq.  Aristeu Rabásio Gonçalves (S. Martinho da Gândara) riscou e ofereceu o projecto, começando-se o edifício, depois chamado «a nossa casa».

Obra demorada, porque faltava o dinheiro e não se sabia para que era preciso tão grande casa. Depois de um grande interregno, Fernando da Cruz Novais, proprietário da «Quinta do Canedo», envergonhado com o estado do edifício sem reboco, chamou o actual pároco e perguntou-lhe: – quanto é necessário para dar ao edifício «cara de gente»?

Deu cem mil escudos. Também um benemérito gesto, mas que não chegou para acabar. Contudo facilitou que já se utilizasse e rentabilizasse o edifício. Isto aconteceu sobretudo com o teatro e o pequeno BAR. – Que bons momentos de teatro!

A equipa dinamizadora pensou mais: agora estava a surgir um movimento de tomar conta e valorizar as crianças, cada vez mais abandonadas com o trabalho fabril das suas mães.

Tínhamos casa. Custara-nos setecentos contos. Porque não tentar criar um Centro Social?

Ano de 1966. Fomos ver outras instituições. Batemos à porta de possíveis colaboradores, mas difícil, para uma pequena freguesia, com tão pouca população e tão poucos recursos.

Ajudou-nos a Escola de Educadoras P. Frassinetti do Porto. Criou em «a nossa casa» um Centro de Estágio para as suas alunas finalistas. A Arminda, foi a primeira Educadora.

– Que bom trabalho!

Foram muitas as pessoas que deram o seu precioso contributo para esta obra nascer e crescer. Oficialmente, não encontrávamos porta aberta para a aprovação dos seus Estatutos. Decorreu o tempo. Os pais das crianças do Jardim de Infância colaboraram…

Chegou o 25 de Abril.

Os requerentes de Sanfins, com os Estatutos na mão, foram a Lisboa apresentar o seu pedido na Direcção Geral de Assistência. Logo lhes foi dito: os Estatutos vão ser já aprovados. E foram. Assim o refere o Diário do Governo de 11 de Julho de 1975. Sanfins ficou com um equipamento social, como os do I.O.S. da Feira e de Lamas.

Necessitava-se de mais espaço. Mais uma vez nos dirigimos ao casal Correia de Sá, que nos cedeu pelo custo dos muros, o terreno para recreio e anexo das ATL.s.

Com o andar dos anos, o espaço da velha casa começou a ser exíguo, até ser muito exíguo, com a criação da Creche, das ATL.s da e das refeições. Tempo angustiante, até à decisão de pedirmos o alargamento e remodelação das antigas instalações, com projecto do GT da Câmara Municipal, no ano de 1996. A obra foi considerada no PIDDAC/97 com uma dotação de sessenta mil contos, correspondentes a 70% dos custos. O restante a cargo da Instituição. Deste modo ela atingiu a sua forma e as suas funções da actualidade. Nunca foi inaugurada, porque o regime de austeridade, entretanto surgido não permitiu um Acordo de Cooperação, que, como estava previsto, aumentasse a dotação para a capacidade das suas instalações. Está incompleta; e nós permanecemos nesta angústia de termos de recusar o acolhimento às muitas crianças, cujas famílias procuram o seu serviço. Não temos sido compreendidos no nosso pedido, mas ainda não perdemos a esperança.

Em cúmulo de actividades, procurámos recentemente restaurar o velho salão paroquial para hoje o apresentar como um Auditório, que nos honre e nos preste.

11 junho 2004 – Pe. José Alves de Pinho